Missão ALEM (Associação Linguística Evangélica Missionária)

Link: http://www.missaoalem.org.br/index.php

A ALEM no cenário evangélico brasileiro

O alvo da Associação Lingüística Evangélica Missionária – ALEM é glorificar a Deus através de seu ministério de tradução das Escrituras, da implantação de igrejas nas áreas onde atua e do treinamento de obreiros. A ALEM foi fundada em 1982 e, nesses seus 26 anos de existência, tem contribuído significativamente com o movimento missionário evangélico no Brasil. Neste folheto, mostramos quem somos e o que temos realizado para a glória de Deus.

Conplei

A partir de 1991, membros da ALEM, com apoio financeiro da SIL – Sociedade Internacional de Lingüística, incentivaram e colaboraram nas reuniões de fundação do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (Conplei), que se concretizou extra-oficialmente em 1993. Atualmente, as assembléias do Conplei mobilizam mais de mil indígenas, provenientes de dezenas de diferentes etnias, até mesmo do exterior. Também congrega dezenas de não indígenas, oriundos de diferentes denominações e de diversas organizações missionárias, nacionais e internacionais.

Treinamento

Em 1983, a ALEM começou a dirigir o Curso de Lingüística e Missiologia (CLM), antigo Curso de Metodologia Lingüística (CML) organizado oficialmente pela SIL em 1973. Missionários e candidatos a missões de diversas organizações missionárias estudaram no CLM. Entre essas instituições encontram-se: Missão Antioquia; Missão Kairós; Junta Administrativa de Missões (JAMI), da Convenção Batista Nacional (CBN); Junta de Missões, da Convenção Batista Brasileira (CBB); Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT), da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB); Missão AMEM; Projeto Amanajé; AMIDE; Missão Horizontes; União das Igrejas Evangélicas da América do Sul (UNIEDAS); Missão Evangélica da Amazônia (MEVA); Missão Evangélica Índios do Brasil (MEIB) e SIL. O total de alunos chega quase a sete centenas.

Ex-alunos do CLM no cenário evangélico

Por mérito de Deus, pelo esforço de diversas instituições de ensino, por dedicação própria e pela relevância de seus ministérios, alguns ex-alunos do CLM tornaram-se conhecidos no cenário evangélico, entre os quais: Bráulia Ribeiro (JOCUM), Márcia e Edson Suzuki (ATINI e JOCUM), Ronaldo Lidório (Projeto Amanajé, AMEM), entre outros. Países de origem dos alunos do CLM O CLM tem recebido alunos principalmente do Brasil. Porém há estudantes que procedem de outros países, como: Japão, Coréia do Sul, Nova Zelândia, México, Costa Rica, Peru, Alemanha, Bolívia, Venezuela, Inglaterra, Estados Unidos, Argentina, Angola e Guiné Bissau. Para 2010, há um candidato da Finlândia.

Indígenas no CLM

Entre seus objetivos, o CLM visa preparar pessoas para pesquisa e trabalho de campo entre povos minoritários ao redor do planeta. Nada mais natural que representantes dessas comunidades também cursassem o CLM. Assim, alguns membros de povos indígenas brasileiros, em oportunidades diferentes, fizeram o CLM. Os povos representados são: Makuxi, Tikuna, Tukano, Terena e Xikrin- Kayapó.

Instituições acadêmicas de alguns ex-alunos do CLM

O CLM é um curso aberto a todas as pessoas que têm interesse em pesquisa e trabalho de campo entre as diferentes etnias ao redor do mundo. Assim, alunos universitários de graduação, mestrado e doutorado já fizeram esse curso. Alguns desses estudantes se tornaram docentes em instituições acadêmicas, como: Universidade de São Paulo (USP), Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Universidade Católica de Brasília (UCB), Universidade Estadual do Amazonas (UEM), UniCeub e Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS).

Instituições atendidas por docentes da ALEM-CLM

Diversas instituições evangélicas possuem seus próprios cursos de preparo para missões transculturais e algumas delas já solicitaram docentes da ALEM-CLM. Entre essas organizações, temos: Missão Antioquia, Missão Kairós, JAMI, JUVEP (João Pessoa), Instituto Bíblico do Norte (IBN-Garanhuns), Junta Batista Brasileira, Seminário Pentecostal do Recife, Palavra da Vida do Pará, Centro Evangélico de Missões (CEM-Viçosa), Seminário Presbiteriano do Centro-Oeste (Goiânia), APMT, ALUMI (São Paulo) e Centro de Entrenamento Missionero (Bolívia).

Projetos da ALEM

A ALEM desenvolve projetos de Tradução, Educação Intercultural e/ ou Desenvolvimento Auto-Sustentável entre diversos povos no Brasil, entre os quais: Dâw, Tukano, Arara, Assurini, Parakanã, Aikaná, Yanomami, Yuhup, Kaiwá, Tembé, Guajajara e Nambikwara. Há também projetos na Índia e Guiné Bissau, África (povo Mansonka).

Parcerias

Na realização de suas atividades, a ALEM mantém convênio ou acordos, formais e/ou informais, com outras instituições, tais como: Missão Antioquia, JAMI, APMT, Asas de Socorro, SIL-Wycliffe e Missão Kaiwá.

Formação dos missionários da ALEM

Todos os missionários da ALEM possuem, no mínimo o ensino médio, e têm formação nas áreas bíblica e teológica. A maioria tem graduação nas áreas de Letras, Pedagogia, Ciências Sociais, História, Agronomia, Enfermagem, Teologia, Medicina; dentre esses, alguns possuem pós-gradução, nas áreas de Linguística, Antropologia, Pedagogia, Psicopedagogia, História, Teologia e Missiologia.

Produção/Publicações de membros da ALEM

A ALEM possui seu próprio periódico, intitulado de “ALEM em Notícias”, contendo notícias e artigos de seus missionários. Por outro lado, alguns membros da ALEM têm publicado artigos em diversos periódicos evangélicos (não estão citados aqui os trabalhos acadêmicos), entre os quais:
– revista “Ultimato”: Pr. Rinaldo de Mattos, Isaac Souza, Pr. Norval Silva, Pr. José Carlos Alcântara da Silva e Elias Assis;
– “Mensagem da Cruz”: Norval Silva (Editora Betânia);
– revista “World Evangelization”: Isaac Souza (Lausanne Committee for World Evangelization, março de 1994);
– revista “Iglesia y Misión”: Isaac Souza (Kairos Ediciones, editor: René Padilha);
– “Jornal Missionário”: Isaac Souza (JAMI); jornal “Transformação: Isaac Souza (Visão Mundial);
– revista “Visão Missionária”: Dalva Del Vigna (SEMAP, Assembléia de Deus);
– livro “Indígenas do Brasil: avaliando a missão da igreja”: Pr. Rinaldo de Mattos, Pr. Norval Silva e Pr. José Carlos Alcântara da Silva (Editora Ultimato, Ronaldo Lidório(Org.));
– revista “Povos”: Pr. José Carlos Alcântara da Silva;
– revista “A Bíblia no Brasil”, da Sociedade Bíblica do Brasil: Pr. José Carlos Alcântara da Silva;
– livro “De Todas as Tribos”: Isaac Souza, com um artigo de Norval Silva (Editora Ultimato, 1996). Este livro foi traduzido para o espanhol pelo COMIMEX (COMIBAM do México);
– livro “Indígenas do Brasil II”: diversos autores, entre eles Pr. Norval Silva e Isaac Souza (Editora Ultimato, Ronaldo Lidório e Isaac Souza (Orgs) – no prelo).

Muitos dos artigos publicados pelos membros da ALEM foram pioneiros na maneira como abordaram a questão missionária indígena. O livro “De Todas as Tribos” foi o primeiro a tratar a problemática de missões indígenas de uma perspectiva crítica em termos das acusações feitas contra os missionários.

Um resultado exemplar

Quando missionários da ALEM iniciaram trabalhos entre uma etnia da Amazônia, esse povo não possuía terra onde morar. Viviam mendigando nas ruas de São Gabriel da Cachoeira, pois muitos membros da comunidade eram viciados em bebida destilada, incluindo cachaça, álcool farmacêutico, desodorante etc. O índice de mortalidade infantil era alarmante. Com o auxílio de uma Igreja Presbiteriana em Brasília, os missionários compraram um espaço territorial onde o povo passou a habitar, adquiriram um barco através do qual implementaram um projeto de desenvolvimento auto-sustentável de coleta e venda de piaçaba. Os missionários atuaram na área de saúde, elaboraram um alfabeto para a língua indígena, produziram material de alfabetização e de leitura, iniciaram educação escolar e, com a participação de outros missionários da ALEM que ingressaram posteriormente no projeto, traduziram porções do Novo Testamento e iniciaram uma igreja. Por conta disso, a taxa de natalidade voltou ao normal, a mendicância desapareceu, a embriaguês praticamente acabou, muitos foram alfabetizados e vários entre eles se converteram. Os membros desse povo dispensaram o termo pejorativo pelo qual eram conhecidos, Kamã (significando “capotado” de tanto estar embriagado), e adotaram um outro que refletia mais sua dignidade humana, Dâw (com sentido de “gente”). Esse povo era até mesmo discriminado por outras comunidades indígenas e era explorado por elas como mão-de-obra barata. Um dia, um casal pertencente a uma dessas comunidades foi passar um feriado entre os Dâw. Antes de deixar a área, o homem perguntou ao missionário que os havia levado para lá: “A festa Dâw é sempre assim? Eles não ficam bêbados, não se batem e nem se matam?” O missionário respondeu que sempre era assim: sem álcool, sem briga e sem morte. O indígena exclamou: “os Kamã (capotados, bêbados) somos nós!” Aí pediu que o missionário desse ao seu povo o mesmo remédio que fora dado aos Dâw para que também mudassem de vida. Até mesmo os mais críticos opositores reconhecem o valor da presença missionária entre a etnia indígena Dâw. Deus seja louvado!

(De: “A ALEM no Cenário Evangélico Brasileiro”)”

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Publicado em janeiro 14, 2011, em Agências e cursos, Blog e marcado como . Adicione o link aos favoritos. 1 comentário.

  1. VivA o cetênário das Asseblêia de DEUS NO BRASIL.VISITE O NOSSO SITE:http://marcoscomunicando.blogspot.com/ A PAZ DO SENHOR JESUS PARA TODO POVO DE DEUS. AMÊM.

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