Arquivo da categoria: Ministérios

Artigos referente a diferentes ministérios missionários

Juventud para Cristo [espanhol]


link: http://juventudparacristo.org.uy/index3.html

“Juventud para Cristo es una organización cristiana, sin fines de lucro, de carácter autónomo.

Desde nuestros inicios hemos trabajado activamente en la formalización de programas relacionados a la realidad de la minoridad en Uruguay. Nuestra acción está orientada hacia niños, niñas, adolescentes, jóvenes y sus familias en tres niveles de intervención:
– Personal (procurando un desarrollo integral),
–  Familiar y comunitario (favoreciendo el fortalecimiento familiar, el desarrollo de redes locales, la participación),
– Político y estructural (participando en la construcción de Políticas Sociales y metodologías de intervención adecuadas).

En 1989 formalizamos nuestra relación con el Estado y conformamos la Asociación Civil Juventud para Cristo en el Uruguay. Desde entonces hemos operado en forma cooperativa con organismos del Estado, con Organismos Internacionales, y la gran diversidad de ONGs (organizaciones no gubernamentales) que funcionan en el país.

En Juventud para Cristo nos regulamos políticamente como toda asociación civil. La Asamblea General de socios es el órgano soberano, quien designa una comisión directiva que opera en forma honoraria y en períodos a término. En la actualidad (2005) nuestro Presidente es el Ps. Social Fernando Rodríguez y la Secretaria es la Dra. Adriana Casas. Administrativamente nuestra institución posee una diversidad de departamentos coordinados por una Comisión de Gestión, la cual está integrada por el Pastor Hugo Píriz (Coordinador General), el Ps. Social Luis Cesari (Coordinador General de Programas) y la Licenciada Adriana D´Agata (Coordinadora de Recursos).

En Juventud para Cristo Uruguay trabajamos con un norte claro, desafiante pero posible en Jesucristo; que expresamos con sencillez en nuestra misión:
– Promover una cultura de vida en sintonía con el evangelio y los valores de justicia, paz, solidaridad, tolerancia, amor y respeto por ladiversidad.
– Integramos la familia de Juventud para Cristo Internacional y adherimos a la visión y misión que son comunes a todas las organizaciones que en todo el mundo sirven bajo el mismo lema”.

Anúncios

Intituto Antropos

Link: http://instituto.antropos.com.br/

“É uma iniciativa que atua nas áreas de Antropologia, Pesquisa Sociocultural e Missiologia Aplicada sob coordenação de Ronaldo e Rossana Lidório e com a colaboração de diversos consultores técnicos voluntários.

O Instituto Antropos é vinculado à Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB) e atua em parceria de trabalho com o Departamento de Assuntos Indígenas da AMTB (DAI-AMTB), Missão AMEM, Projeto Amanajé, Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas (CONPLEI), Aliança Evangélica Mundial (WEA) e diversas outras iniciativas missionárias, além da Igreja brasileira e corpo missionário de nosso país. Conta com um Corpo de Consultores técnicos (ver Quem Somos), tradutores e pesquisadores voluntários que suprem o portal com material relevante.

O Instituto Antropos presta consultoria voluntária e gratuita em antropologia, missiologia e linguística fornecendo metodologias para a pesquisa sociocultural (étnica ou urbanizada), aquisição lingúistica e plantio de igrejas.

Através de seu Núcleo de Pesquisa disponibiliza informação especializada (perfis socioculturais, estatísticas, pesquisas de campo e referências) sobre grupos étnicos, regiões e cidades, de forma seletiva, e colabora com o Banco de Dados do Departamento de Assuntos Indígenas da Associação de Missões Transculturais Brasileiras (DAI-AMTB).

O Instituto Antropos tem investido na educação antropológica e missiológica,  tendo capacitado 237 pessoas desde 2001 com o curso “Capacitação Antropológica” em forma presencial, e outros 220 como educação a distância. Lançou, em parceria com a UniEvangelica, em 2010, a Pós Graduação em Antropológia intercultural, lato sensu, na cidade de Manaus, pós graduando 28 pessoas. Está lançando em 2011 capacitações missiológicas, de pesquisa sociocultural e plantio de igrejas.

O Instituto Antropos é também um Portal que abriga outros três sites:

Antropos – Revista de Antropologia Online (www.revista.antropos.com.br) que é o resultado de iniciativas acadêmicas na construção de um ambiente para a publicação de material relevante no estudo das Ciências Sociais.

Missionews –  Revista de Missiologia Online (www.missionews.com.br) a qual objetiva disponibilizar material teológico e missiológico, de relevância e aplicação, bem como informações missionárias.

Plantando igrejas (www.plantandoigrejas.org.br) que contém artigos, cursos e orientações para os processos de plantio de igrejas em contexto cultural e transcultural.”

Rede Fale

“O Fale é uma rede de pessoas que oram e agem contra a injustiça em nosso país e no mundo, com especial atenção para os aspectos econômicos e seus efeitos na desigualdade e na ampliação da miséria.

Nossa proposta é produzir informações regulares para a ação e oração em campanhas de pressão pública através de envio de cartões postais (Ore & Envie). São promovidas atividades, debates e eventos públicos em diferentes cidades para a disseminação das campanhas anuais. Também produzimos o boletim Respondendo ao Chamado com experiências, artigos analíticos, notícias e informações do movimento, das campanhas, das atividades dos grupos em todo o Brasil e informações sobre as organizações e movimentos parceiros.

Os Temas com os quais trabalhamos são: Água e Saneamento Ambiental, Crianças e Adolescentes em Situação de Risco, Justiça no Comércio Internacional, Pobreza e Desigualdade Social e Construção da Paz”.

Conheça mais em: http://redefale.blogspot.com/

Revolution Teen – futuros tradutores da Bíblia.

“Projeto da HAL (Horizontes América Latina) que trabalha com adolescentes preparando-se para o trabalho missionário de tradução bíblica e além. Com suas etapas cumpridas o candidato estará preparado para desenvolver um trabalho juntamente com parcerias de outros meios de missões mundiais.”

Links: http://revolutionteen.blogspot.com/

Ministérios de juventude:

Conquistas e percalços de um movimento

Alderi Souza de Matos

A história dos ministérios especiais voltados para a juventude é uma boa ilustração das grandes transformações experimentadas pelo protestantismo nos últimos 150 anos, em áreas como a espiritualidade, a teologia e o conceito de missão da igreja.

Associação cristã de moços

A primeira dessas organizações foi a Associação Cristã de Moços (Young Men’s Christian Association – YMCA), fundada em Londres em 1844 pelo comerciante congregacional George Williams (1821-1905) e vários colegas evangélicos. Os objetivos iniciais eram ministrar aos jovens operários urbanos e promover evangelismo, estudos bíblicos e oração. Rapidamente a ACM tornou-se um movimento internacional, tendo chegado aos Estados Unidos e ao Canadá em 1851. Pouco depois, em 1855, foi realizada em Paris a sua primeira conferência mundial, quando foi criada a Aliança Mundial de Associações Cristãs de Moços e aprovada uma importante declaração de princípios, a Base de Paris. Naquela ocasião já existiam quase 400 associações em sete países, com um total de mais de 30 mil membros.

Williams foi influenciado pela obra Lectures on revivals(Preleções sobre avivamentos, 1835), do americano Charles G. Finney, associando o evangelismo ao trabalho social. A ACM logo se tornou conhecida como a missão das igrejas evangelísticas junto aos jovens. Seu período de maior vitalidade foi de 1870 a1920, graças a líderes hábeis como o próprio George Williams, Anthony Ashley Cooper (conde de Shaftesbury), o evangelista Dwight L. Moody e John R. Mott, que foi secretário geral de 1915 a 1928. Aentidade desse período dava ênfase ao desenvolvimento religioso, educacional, social e físico, visando promover elevados padrões de caráter e de cidadania cristã.

A ACM veio para o Brasil por intermédio do presbiteriano norte-americano Myron August Clark (1866-1920), que chegou a São Paulo em 1891. As primeiras associações foram as do Rio de Janeiro (1893) e de São Paulo (1895). Alguns anos depois foi criada a aliança sul-americana, com sede no Uruguai. Nas primeiras décadas do século 20, aentidade sofreu um rápido processo de secularização. Escrevendo em 1931, o Rev. Erasmo Braga, que havia sido seu grande entusiasta, disse que a ACM e a ACF (Associação Cristã Feminina) já não deviam ser incluídas entre as forças evangélicas que atuavam no Brasil. O mesmo ocorreu no âmbito internacional. A Aliança Mundial, com sede em Genebra, envolveu-se com o movimento ecumênico e passou a concentrar-se em atividades como assistência a refugiados, direitos humanos e luta pela paz. Na esfera local, o objetivo passou a ser a ênfase numa perspectiva saudável da vida por meio do cultivo do corpo, da mente e do espírito.

Esforço Cristão

Outra organização de grande impacto nos círculos protestantes, porém de duração mais efêmera, foi a Sociedade do Esforço Cristão (Christian Endeavor), fundada em 1881 pelo pastor congregacional americano Francis E. Clark. Em contraste com a ACM, o Esforço Cristão tinha como um de seus principais objetivos o maior envolvimento dos jovens na vida das igrejas, como ficou claro em seu lema: “Por Cristo e pela igreja”. Outras ênfases eram o evangelismo, o serviço cristão e a confraternização da juventude evangélicas por meio de numerosas convenções.

O movimento teve um crescimento inicial impressionante e milhares de sociedades foram criadas nas mais diferentes denominações pelo mundo afora. A primeira superintendente para o Brasil foi a missionária presbiteriana Clara E. Hough, que organizou o primeiro Esforço Cristão em Botucatu, em 1891. Asegunda sociedade foi criada pela professora Elmira Kuhl em Curitiba. Em1902 reuniu-se em São Pauloa primeira convenção nacional, sendo eleito presidente o pastor e educador Erasmo Braga. Com o passar dos anos, as diferentes denominações envolvidas optaram por criar as suas próprias sociedades para jovens e o Esforço Cristão entrou em declínio.

Organizações estudantis

Bem mais complexa é a história de um terceiro tipo de movimentos de mocidade protestante, aqueles voltados para os estudantes universitários. Desde o século 17 houve, tanto na Inglaterra como nos Estados Unidos, grupos informais de estudantes cristãos que se reuniam para cultivar a vida espiritual. Todavia, o movimento estudantil organizado teve início somente no final do século 19. Nos Estados Unidos, as primeiras Associações Cristãs de Moços em universidades surgiram em 1856, em Michigan e na Virgínia, e em poucos anos vários líderes capazes difundiram o movimento através do país. Luther Wishard, o primeiro secretário americano da ACM, desejou unir o trabalho em todas as universidades, visando a conversão dos estudantes e seu posterior envolvimento com o serviço cristão ativo, especialmente na área de missões mundiais.

Em 1886, no centro de conferências de Dwight Moody em Northfield, Massachusetts, surgiu um movimento que foi organizado formalmente dois anos mais tarde com o nome de Movimento de Estudantes Voluntários para Missões Estrangeiras (SVM), tendo John Mott como presidente e Robert Wilder como secretário itinerante. Inspirados pelo lema “A evangelização do mundo nesta geração”, em poucas décadas 175 mil estudantes assinaram o compromisso do movimento e 21 mil foram para o exterior. Finalmente, em 1895 foi organizada na Suécia a Federação Cristã Mundial de Estudantes (WSCF), reunindo seis movimentos nacionais, entre os quais o SVM americano e o SCM inglês (Movimento Cristão de Estudantes), sendo John Mott eleito o seu secretário-geral.

No início do século 20, uma série de desdobramentos, especialmente no campo da teologia, causou o enfraquecimento e o declínio dos movimentos estudantis. O SVM chegou ao seu auge em 1920, mas vinte anos depois já havia se tornado praticamente inoperante, vindo a desaparecer por completo. A Federação Cristã Mundial de Estudantes foi uma das entidades formadoras do Conselho Mundial de Igrejas (1948). Na Inglaterra, o SCM também sentiu os ventos de mudança nas áreas teológica e missiológica. Quanto ao Brasil, o primeiro líder do movimento de juventude protestante foi Eduardo Pereira de Magalhães, um pastor da Igreja Presbiteriana Independente. Em 1925 foi organizada no Instituto Granbery, em Juiz de Fora, a União de Estudantes para o Trabalho de Cristo, que se transformou no ano seguinte na União Cristã de Estudantes do Brasil (UCEB). Esta se filiou em 1942 à Federação Mundial. Na mesma época foi criada a União Latino-Americana de Juventudes Evangélicas (ULAJE).

Iniciativas evangélicas

À medida que o Movimento Cristão de Estudantes (SCM) adotava uma postura teológica liberal e ecumênica, começaram a surgir na Inglaterra pequenos grupos de estudantes evangélicos, o que finalmente resultou, em 1928, na criação da Fraternidade Inter-Universitária (Inter-Varsity Fellowship – IVF). Poucos anos depois, começaram a realizar-se conferências internacionais de estudantes evangélicos, a primeira delas na Noruega, em 1934. Finalmente, em 1946-1947 foi criada a Fraternidade Internacional de Estudantes Evangélicos (IFES), constituída de dez movimentos nacionais. Quarenta anos depois, havia entidades ligadas à IFES em 130 países, entre os quais o Brasil, com a sua Aliança Bíblica Universitária (ABU).

Ainda no ano de 1928 foi criada no Canadá a Fraternidade Cristã Inter-Universitária (Inter-Varsity Christian Fellowship – IVCF) e dez anos depois, nos Estados Unidos. Na década de 40 surgiram grupos na maior parte dos campi, com o tríplice propósito de evangelismo, discipulado e missões. Em 1946 aIVCF realizou a sua primeira conferência de missões em Toronto. Em 1948, aconferência foi transferida para a Universidade de Illinois, em Urbana, onde continua a ser realizada trienalmente, com a presença de até 17 mil estudantes. Outras organizações similares surgidas após a Segunda Guerra Mundial foram a Cruzada Estudantil e Profissional para Cristo, Navegadores, Mocidade para Cristo, Campus Life, Estudantes Internacionais etc.

Avaliação

Os ministérios cristãos voltados para os jovens deixaram um legado controvertido. Eles proporcionaram visibilidade e treinamento para muitos líderes notáveis que prestaram grandes contribuições à igreja e à sociedade. Eles canalizaram o idealismo de milhares de jovens para causas nobres como missões e atuação social. Eles aproximaram pessoas de diferentes igrejas, culturas e nacionalidades, promovendo maior solidariedade cristã e humana. Infelizmente, alguns desses movimentos também acolheram tendências que se revelaram prejudiciais para os jovens e para a causa cristã no mundo. Uma dessas tendências foi o secularismo, uma visão da vida na qual os princípios e valores cristãos foram perdendo gradativamente a sua importância. Outro problema que afetou vários desses movimentos foi o fascínio com novas teologias que questionaram a autoridade das Escrituras e da sua mensagem, gerando ceticismo e abrindo as portas para o relativismo. Ainda outros caíram numa espiritualidade alienada das realidades humanas mais amplas, impondo limites à atuação cristã na sociedade. É desejável que os atuais ministérios direcionados à juventude possam unir os aspectos mais positivos desses exemplos históricos – compromisso com a fé cristã bíblica, vinculação com o corpo de Cristo e uma saudável associação entre proclamação redentiva e responsabilidade social.

A missão integral

Ed René Kivitz

A proposta da missão integral como agenda ministerial para a Igreja é mais do que evangelismo pessoal e assistência social; é convocação para rendição ao senhorio de Cristo, para perdão dos pecados e recebimento do dom do Espírito Santo.

A Teologia Evangelical

Missão integral, a partir de seu lema “O Evangelho todo, para o homem todo, para todos os homens”, definido no Congresso Internacional de Evangelização, realizado em 1974, em Lausanne, na Suíça, oferece uma lente através da qual lemos as Escrituras Sagradas em busca de referenciais para a presença do cristão e da comunidade cristã no mundo: “Assim como o Pai me enviou ao mundo, também eu vos envio” (João 17.18; 20.21). Creio que são pelo menos os referenciais oferecidos pela teologia da missão integral: soteriologia, eclesiologia, missiologia, antropologia e kerigma.

A soteriologia da missão integral é o domínio de Deus, de direito e de fato, sobre todo o universo criado, através daqueles restaurados à imagem de Jesus Cristo – o primogênito dentre muitos irmãos. A salvação é o Reino de Deus em plenitude, onde a vontade do Senhor é realizada ou concretizada em perfeição. A redenção pessoal é apenas uma parcela do que o Novo Testamento chama salvação: o novo céu e a nova terra.

A eclesiologia da missão integral é o novo homem coletivo. Deus não está apenas salvando pessoas; está, principalmente, restaurando a raça humana. Estar em Cristo é não apenas ser nova criatura, mas também e principalmente ser nova humanidade – não mais descendência de Adão, mas de Cristo, o novo homem e homem novo. O caos do universo é fruto da rebeldia da raça humana em relação ao Deus criador; a redenção do universo – fazer convergir todas as coisas em Cristo – é resultado da reconciliação da raça humana com Deus. Deus estava em Cristo reconciliando consigo a humanidade. No cristianismo, a salvação é pessoal, a peregrinação espiritual é comunitária, e nada, absolutamente nada, é individual. A Igreja é a unidade dos redimidos que são transformados de glória em glória pelo Espírito Santo, até que todos cheguem juntos à estatura de ser humano perfeito.

A missiologia da missão integral é a sinalização histórica do Reino de Deus, que será consumado na eternidade. A Igreja, o corpo de Cristo, é o instrumento prioritário através do qual Jesus, o cabeça, exerce seu domínio sobre todas as coisas, no céu, na terra e debaixo da terra, não apenas neste século, mas também no vindouro. A missão da Igreja é manifestar aqui e agora a maior densidade possível do Reino de Deus que será consumado ali e além. O convite ao relacionamento pessoal com Deus é apenas uma parcela da missão. A missão integral implica a ação para que Cristo seja Senhor sobre tudo, todos, em todas as dimensões da existência humana.

A antropologia da missão integral é a unidade indivisível do pó da terra com o fôlego da vida; as dimensões física e espiritual do ser humano. “Corpo sem alma é defunto; alma sem corpo é fantasma”; “Cristo veio não só a alma do mal salvar, também o corpo ressuscitar”. A ação missiológica e pastoral da Igreja afeta a pessoa humana em todas as suas dimensões: biológica, psicológica, espiritual e social – a pessoa inteira em seu contexto, o homem e suas circunstâncias.

O kerigma, evangelização, na missão integral é a proclamação de que Jesus Cristo é o Senhor, seguida da convocação ao arrependimento e à fé, para acesso ao Reino de Deus. A oferta de perdão para os pecados pessoais é o início da peregrinação espiritual, porta de entrada para o relacionamento de submissão radical a Jesus Cristo, a partir do que a pessoa humana e tudo quanto ela produz passam a servir aos interesses do Reino de Deus, existindo e funcionando em alinhamento ao caráter perfeito do Senhor.

A proposta da missão integral como agenda ministerial para a Igreja é mais do que o mix evangelismo pessoal mais assistência social (geralmente como isca ou argumento evangelístico). O referencial da missão integral para a presença do cristão e da comunidade cristã no mundo é mais do que a construção ou multiplicação de igrejas locais, para onde os cristãos se retiram do mundo e passam a exercer funções que a viabilizam – ela, igreja, instituição religiosa – como um fim em si mesmo. A convocação da missão integral é para a rendição ao senhorio de Jesus Cristo, para perdão dos pecados e recebimento do dom do Espírito Santo, a partir do que se passa a integrar um corpo, o corpo de Cristo, ambiente para a experimentação coletiva dos benefícios da cruz. É este corpo o responsável por transbordar tais benefícios ao mundo, como anúncio profético do novo céu e da nova terra. O caminho missiológico e pastoral da missão integral é afetivo – relacional, em detrimento de metodológico –; operacional; comunitário, em detrimento de institucional; devocional, em detrimento de gerencial.

Sob o imperativo de levar o evangelho todo para o homem todo, para todos os homens, de acordo com o consenso de Lausanne, a Igreja é a comunidade da graça. Comunidade terapêutica; agência de transformação social; sinal histórico do Reino de Deus, instrumentalizada pelo Espírito Santo, enquanto serve incondicionalmente a Jesus Cristo, Rei dos reis, Senhor dos senhores, a quem seja glória eternamente, amém.

Fonte: Revista Eclésia

Tradução da Bíblia, o grande desafio

Pr. Jackson Santos

Lingüistas, antropólogos e missiólogos, comprometidos com a ordem de Jesus de evangelizar o mundo, iniciaram, no ano passado, um movimento com o objetivo de viabilizar a tradução da Bíblia para todas as línguas do Planeta. O plano foi denominado VISÃO 20-25 e tem como meta iniciar um programa para a tradução das Escrituras em todas as línguas que ainda não a possuem até o ano 2.025. É um projeto ousado, que enfrentará diversos desafios.

Várias organizações missionárias já aderiram o projeto. No Brasil a AMTB – Associação de Missões Transculturais Brasileira abraçou a idéia de conduzir o processo de divulgação nos diversos seguimentos evangélicos. A ALEM – Associação Lingüística Evangélica Missionária com sede em Brasília está empregando todos os esforços para que a Igreja Brasileira conheça e se envolva no processo de colocar um programa de tradução das escrituras nas 3.000 línguas que ainda não conhecem nada do maravilhoso plano de salvação de Deus.

O envolvimento da igreja brasileira é fundamental pois, um povo que não tem a Bíblia na sua própria língua não têm condições de crescer espiritualmente. Martinho Lutero, o notável reformador alemão, reconheceu a necessidade de colocar a Bíblia nas mãos do povo e por este motivo fez uma tradução das Escrituras Sagradas para a língua alemã que atingiu perto de 100.000 cópias, um feito extraordinário, para as condições de impressão da época. Posteriormente outras línguas européias tiveram a bênção de ter também o exemplar da Bíblia.

Calcula-se que haja na Terra 6.809 línguas faladas. A Bíblia completa já foi traduzida para apenas 366 dessas línguas. O Novo Testamento já foi traduzido para 1.012 e pelo menos um livro da Bíblia já foi traduzido para outras 883 línguas.A soma desses três números revela que 2.261 línguas têm pelo menos uma porção das Escrituras. Estima-se que haja cerca de 3.000 línguas com necessidade de tradução bíblica.

Isso significa que o número de pessoas ainda sem nenhum livro da Bíblia traduzido é de aproximadamente 250 milhões. A maior parte desses 3.000 grupos étnicos desprovidos da Palavra de Deus está na Ásia, especialmente na Índia, China, Nepal e Bangladesh. São 1.200 línguas.Depois vem a África Ocidental, a metade nos países que foram colonizados pela França e a outra metade na Nigéria. São pelo menos 1.000 línguas.

Em terceiro lugar, vêm as ilhas do Pacífico, especialmente em Papua-Nova Guiné e na Indonésia onde estão 600 línguas. Por último vem o Oriente Médio, cuja religião predominante é o islamismo. São 150 línguas. Papua-Nova Guiné é um caso muito especial. Embora a língua oficial desse país da Oceania seja o inglês (por causa da colonização britânica), ali se falam mais de 800 línguas. Trata-se de uma nação pequena em área (menor que o Estado da Bahia) e em população (1 milhão a menos que a população da cidade do Rio de Janeiro).

Fica ao norte da Austrália e é um dos países de maior porcentagem de cristãos: 33% de católicos e 65% de protestantes (98% ao todo). No presente momento, os tradutores da Bíblia estão trabalhando com 1.500 traduções ao redor do globo. Se o ritmo presente for mantido, a tradução da Bíblia para as outras 3.000 línguas estará em processo somente no ano 2150!

A Visão 20-25 tem por objetivo reduzir esse tempo em pelo menos 125 anos. Assim, até ano 2025, todas os povos que ainda não têm a Bíblia em sua língua terão pelo menos algumas traduções iniciadas na língua que lhes fala ao coração.